luar
início...
" a arte nasce sempre de alguma paixão" Fernando Pessoa
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
(08-07-2011 Maria)
Quando estou só reconheço
Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
(23-06-2011 Maria)
Palavras...
Começo com palavras soltas
e nessa magia
nascem em traços e aguarelas
as palavras desenhadas
em cores, umas vezes suaves
outras intensas.
Palavras que ganham vida
e na sua forma mais interior
descobre-se a essencia dos significados.
Deixo-me guiar
pelo mar que me inspira
e pela vontade de criar
telas pintadas em palavras
como o ar que respiro.
Palavras que transmitem
emoções, momentos,
sentimentos em turbilhão.
No meu mundo
as palavras transformam-se
navegam por mares profundos
e voam até ao firmamento
numa vontade que sai do coração,
como um novo recomeço..
Começo com palavras soltas
e nessa magia
nascem em traços e aguarelas
as palavras desenhadas
em cores, umas vezes suaves
outras intensas.
Palavras que ganham vida
e na sua forma mais interior
descobre-se a essencia dos significados.
Deixo-me guiar
pelo mar que me inspira
e pela vontade de criar
telas pintadas em palavras
como o ar que respiro.
Palavras que transmitem
emoções, momentos,
sentimentos em turbilhão.
No meu mundo
as palavras transformam-se
navegam por mares profundos
e voam até ao firmamento
numa vontade que sai do coração,
como um novo recomeço..
(11-06-2011 Maria)
“Viver serenamente, sem nunca se alterar,
Uma vida iluminada pela luz do amor,
E ter para todas as ilusões desfeitas
A pequena tristeza duma pequena dor…
Ter no olhar, serenamente puro,
O poder e o prestígio de alguma elevação
E sentir na alma a elevação da altura
E umas sagradas ânsias de purificação…
E ter para todos os seres e coisas
Uma doce alegria, risonha e generosa,
Perfumada com a funda satisfação de viver…
Então, só então, viver serenamente,
Sem nunca se alterar e suavemente
Na mansa doçura de uma tarde partir… “
Pablo Neruda
(31-05-2011 Maria)
Momento..
o que é..
Um lapso de tempo?
Uma luz, um respiro, um carinho.
Um rápido furto no tempo,
um mergulho no coração.
O momento é belo
porque renunciou á eternidade.
Não se pode crer que dure para sempre,
não se pode crer que volte no tempo,
não se pode crer que seja infinito.
Momento ..
é paixão única
é cativante..
de uma emoção intensa..
é sensação..
desejo..
paixão..
Momentos...
(31-05-2011 )
o que é..
Um lapso de tempo?
Uma luz, um respiro, um carinho.
Um rápido furto no tempo,
um mergulho no coração.
O momento é belo
porque renunciou á eternidade.
Não se pode crer que dure para sempre,
não se pode crer que volte no tempo,
não se pode crer que seja infinito.
Momento ..
é paixão única
é cativante..
de uma emoção intensa..
é sensação..
desejo..
paixão..
Momentos...
(31-05-2011 )
23-05-2011 Maria
Quero as minhas asas..
Quero as minhas asas,
para voar na imensidão
de mim mesma,
entre o meu passado guardado
e o meu futuro por acontecer.
Houve um tempo em que voava
e me perdia numa estranha alegria de ser..
Escutava o que o vento me dizia
e voava pelas muralhas da vida
onde construía os meus momentos
sem medo.
Deixava-me envolver em
pequenas loucuras
e lançava-me no vazio
onde absorvia um silêncio profundo,
que me dava todas as respostas.
Hoje quero voltar a voar
para libertar a alma
deixá-la livre para desvendar
novos horizontes e espaços.
Fazer parar o tempo,
viver os meus sonhos,
e num acto mágico
sentar-me no colo da lua..
(23-05-2011)
para voar na imensidão
de mim mesma,
entre o meu passado guardado
e o meu futuro por acontecer.
Houve um tempo em que voava
e me perdia numa estranha alegria de ser..
Escutava o que o vento me dizia
e voava pelas muralhas da vida
onde construía os meus momentos
sem medo.
Deixava-me envolver em
pequenas loucuras
e lançava-me no vazio
onde absorvia um silêncio profundo,
que me dava todas as respostas.
Hoje quero voltar a voar
para libertar a alma
deixá-la livre para desvendar
novos horizontes e espaços.
Fazer parar o tempo,
viver os meus sonhos,
e num acto mágico
sentar-me no colo da lua..
(23-05-2011)
(22-05-2011 maria)
Quem sou eu?
Serei tudo?
Serei nada?
Sou alguém..
Sou alma.
Sou um tesouro desconhecido.
Sou o que tu não vês.
Perco-me no tempo
quando o tempo me agarra
e o tempo não é nada.
Sou os momentos em que nada, é nada..
Tudo em mim se perde e se ganha.
Sou o caminho que procurei.
Sou a realidade e o sonho.
Sou tudo o que em mim existe
e o nada que deixo de existir.
Sou a magia da vida.
Sou a criança que ainda existe em mim.
Sou o vento que passa
e que deixa a lágrima sofrida.
Sou o produto dos meus pensamentos.
Afinal entre o tudo e o nada que sou..
sou um ser original...
(22-05-2011)
Serei tudo?
Serei nada?
Sou alguém..
Sou alma.
Sou um tesouro desconhecido.
Sou o que tu não vês.
Perco-me no tempo
quando o tempo me agarra
e o tempo não é nada.
Sou os momentos em que nada, é nada..
Tudo em mim se perde e se ganha.
Sou o caminho que procurei.
Sou a realidade e o sonho.
Sou tudo o que em mim existe
e o nada que deixo de existir.
Sou a magia da vida.
Sou a criança que ainda existe em mim.
Sou o vento que passa
e que deixa a lágrima sofrida.
Sou o produto dos meus pensamentos.
Afinal entre o tudo e o nada que sou..
sou um ser original...
(22-05-2011)
15-05-2011 Maria
Contemplo o mar
nesta tarde quente de maio.
Mar sereno e sinto a sua serenidade
na minha alma.
Oiço o silencio do marulhar das ondas
que se deitam suavemente na areia,
apenas quebrado pelos sons
das vozes das pessoas ao longe.
Mar onde me confesso,
onde liberto os meus segredos
ditos em pensamentos.
Ás vezes...
uma gaivota passa levada
pela suave brisa da tarde
e a minha alma vai com ela,
planando pelo meu mar
e espalhando os meus pensamentos,
que o mar devolve
em forma de espuma
que se dissolve neste mar de areia
que sou eu...
(14-05-2011)
nesta tarde quente de maio.
Mar sereno e sinto a sua serenidade
na minha alma.
Oiço o silencio do marulhar das ondas
que se deitam suavemente na areia,
apenas quebrado pelos sons
das vozes das pessoas ao longe.
Mar onde me confesso,
onde liberto os meus segredos
ditos em pensamentos.
Ás vezes...
uma gaivota passa levada
pela suave brisa da tarde
e a minha alma vai com ela,
planando pelo meu mar
e espalhando os meus pensamentos,
que o mar devolve
em forma de espuma
que se dissolve neste mar de areia
que sou eu...
(14-05-2011)
07-05-2011 Maria
Meu amanhecer..
Amanheci ouvindo estrelas
e senti o despertar do sol
e as estrelas, essas, insistem
em brilhar todas as manhãs
só para me acordarem.
Fiquei mergulhada
nesta sensação calma
de indescritivel beleza
que a alma abarca
em sentimentos fortes
de vibrações inesperadas.
Cá dentro sensações
de terramotos e furacões
de torrentes a invadir-me a alma
de uma noite encantada
eternecendo as minhas horas silenciosas.
quebradas pelos sons das palavras
ditas como murmúrios da noite,
iluminadas pelas estrelas e pelo luar,
sentidas no meu olhar,
levadas pelo meu pensar
e guardadas num cantinho secreto
da alma que me povoa.
(06-05-2011)
Amanheci ouvindo estrelas
e senti o despertar do sol
e as estrelas, essas, insistem
em brilhar todas as manhãs
só para me acordarem.
Fiquei mergulhada
nesta sensação calma
de indescritivel beleza
que a alma abarca
em sentimentos fortes
de vibrações inesperadas.
Cá dentro sensações
de terramotos e furacões
de torrentes a invadir-me a alma
de uma noite encantada
eternecendo as minhas horas silenciosas.
quebradas pelos sons das palavras
ditas como murmúrios da noite,
iluminadas pelas estrelas e pelo luar,
sentidas no meu olhar,
levadas pelo meu pensar
e guardadas num cantinho secreto
da alma que me povoa.
(06-05-2011)
07-05-2011 Maria
ACASO
"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "
Antoine de Saint-Exupéry
"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "
Antoine de Saint-Exupéry
05-05-2011 Maria
Mar bravio de mim..
Por vezes...
Sou mar bravio
e faço sulcar
as minhas ondas interiores
contra as minhas muralhas
e com elas me insisto
nessa ânsia frenética de movimento.
Vou e venho, como vão
e vêm as minhas tristezas
e as minhas esperanças
que nunca abandono,
como não abandona o mar
a espuma que nasce
e que se espalha pela praia.
Sou mar bravio
e no meu constante fluir,
separo-me,divido-me, construo
e reconstruo o meu espaço e o meu tempo.
Por vezes...
Afogo-me em abismos de ilusões
ou renasço em ilhas de quimeras sonhadas.
neste mar que sou,
monto um mosaico de mim mesma
e jamais abandono a perspectiva de ir e vir...
(05-05-2011)
Sou mar bravio
e faço sulcar
as minhas ondas interiores
contra as minhas muralhas
e com elas me insisto
nessa ânsia frenética de movimento.
Vou e venho, como vão
e vêm as minhas tristezas
e as minhas esperanças
que nunca abandono,
como não abandona o mar
a espuma que nasce
e que se espalha pela praia.
Sou mar bravio
e no meu constante fluir,
separo-me,divido-me, construo
e reconstruo o meu espaço e o meu tempo.
Por vezes...
Afogo-me em abismos de ilusões
ou renasço em ilhas de quimeras sonhadas.
neste mar que sou,
monto um mosaico de mim mesma
e jamais abandono a perspectiva de ir e vir...
(05-05-2011)
03-05-2011 Maria
Jardins de Alma
Dentro de mim há um jardim
o jardim da minha existência
onde o meu coração jardineiro
é um artesão de sentimentos
plantados em forma de flores.
E o meu jardim cruza-se
com outros jardins
lugares mágicos
povoados de imagens
onde não existem horas,
mas cores, aromas e alma.
Almas impregnadas de tranquilidade
e paz silenciosa apenas quebradas
pelo canto das aves
e povoadas pelos murmúrios do vento.
E toda essa imensidão
o meu horizonte interior
pode ser transformado,
mas o jardim permanece
com primaveras, verões,
outonos e invernos,
ciclos de vida
contidos em mim
e plantados dentro da minha alma.
(02-05-2011)
o jardim da minha existência
onde o meu coração jardineiro
é um artesão de sentimentos
plantados em forma de flores.
E o meu jardim cruza-se
com outros jardins
lugares mágicos
povoados de imagens
onde não existem horas,
mas cores, aromas e alma.
Almas impregnadas de tranquilidade
e paz silenciosa apenas quebradas
pelo canto das aves
e povoadas pelos murmúrios do vento.
E toda essa imensidão
o meu horizonte interior
pode ser transformado,
mas o jardim permanece
com primaveras, verões,
outonos e invernos,
ciclos de vida
contidos em mim
e plantados dentro da minha alma.
(02-05-2011)
02-05-2011 Maria
Esqueço quem fui,
quando em momentos parto
na minha memória esquecida
nos tempos distantes
e onde repouso o olhar cansado
da pessoa que sou.
Sombras que passam
no chão da minha alma
feita de areia e mar,
como as sombras do tempo,
numa névoa enegrecida
por mim...
Lua e Sol abraçam-se sem pensar
e o dia e a noite fundem-se
no meu ser, alma nua
transparente sem sentido
no meu esquecimento
parando no tempo de mim,
em que me deito
e deleito sem pensar,
onde um anjo imaculado me abraça
enchendo a minha mente vazia
de sonhos por realizar...
(01-05-2011)
quando em momentos parto
na minha memória esquecida
nos tempos distantes
e onde repouso o olhar cansado
da pessoa que sou.
Sombras que passam
no chão da minha alma
feita de areia e mar,
como as sombras do tempo,
numa névoa enegrecida
por mim...
Lua e Sol abraçam-se sem pensar
e o dia e a noite fundem-se
no meu ser, alma nua
transparente sem sentido
no meu esquecimento
parando no tempo de mim,
em que me deito
e deleito sem pensar,
onde um anjo imaculado me abraça
enchendo a minha mente vazia
de sonhos por realizar...
(01-05-2011)
02-05-2011 Maria
Ser Mãe...
De meu olhar calado
a sonhar no espaço
sem querer ouvir-me
e nem sequer olhar-me,
a minha alma de mulher
não perde o tom, a calma
e o tempo de ser MÃE,
que registou em tinta rosa,
o amor eterno
de que em qualquer tempo
ou em qualquer lugar
eu possa de ti, filho
não mais te desencontrar.
(02-05-2011)
De meu olhar calado
a sonhar no espaço
sem querer ouvir-me
e nem sequer olhar-me,
a minha alma de mulher
não perde o tom, a calma
e o tempo de ser MÃE,
que registou em tinta rosa,
o amor eterno
de que em qualquer tempo
ou em qualquer lugar
eu possa de ti, filho
não mais te desencontrar.
(02-05-2011)
30-04-2011 Maria
Juntando os pedaços do tempo..
Séculos duram o tempo de uma alma
e com o tempo as pedras derretem-se
aos olhos fechados da memória da alma,
em silencios desconhecidos.
Os séculos duram o tempo de uma alma
juntando os meus pedaços,
os do tempo e os da alma
no meu destino por cumprir
ao redor da viagem que invento
de sonhos e de memórias..
(27-04-2011)
Séculos duram o tempo de uma alma
e com o tempo as pedras derretem-se
aos olhos fechados da memória da alma,
em silencios desconhecidos.
Os séculos duram o tempo de uma alma
juntando os meus pedaços,
os do tempo e os da alma
no meu destino por cumprir
ao redor da viagem que invento
de sonhos e de memórias..
(27-04-2011)
30-04-2011 Maria
Jardim dos Aromas
Pudesse eu ser uma flor
porque cada flor é um poema
na sua simplicidade
com segredos por desvendar
num jardim de poesias
onde se decantam maravilhas
e as flores libertam aromos
numa paleta de cores.
Pudesse eu ser uma flor
desse jardim de magia
seria a flor do silencio
brotando lágrimas
em gotas cristalinas
suspensas nas minhas pétalas caídas,
olhando para o chão que me fez nascer,
á espera que o sol me acaricie,
me aqueça, me dê cor.
Pudesse eu ser uma flor
do teu jardim encantado
para admirar as tuas mãos
que me acarinham
iluminando as minhas pétalas
na quietude da minha paz,
sentindo o teu olhar
perder-se num tempo sagrado
inibriado de perfume e cor,
envolto nessa magia
que da minha alma exala.
(30-04-2011)
porque cada flor é um poema
na sua simplicidade
com segredos por desvendar
num jardim de poesias
onde se decantam maravilhas
e as flores libertam aromos
numa paleta de cores.
Pudesse eu ser uma flor
desse jardim de magia
seria a flor do silencio
brotando lágrimas
em gotas cristalinas
suspensas nas minhas pétalas caídas,
olhando para o chão que me fez nascer,
á espera que o sol me acaricie,
me aqueça, me dê cor.
Pudesse eu ser uma flor
do teu jardim encantado
para admirar as tuas mãos
que me acarinham
iluminando as minhas pétalas
na quietude da minha paz,
sentindo o teu olhar
perder-se num tempo sagrado
inibriado de perfume e cor,
envolto nessa magia
que da minha alma exala.
(30-04-2011)
29-04-2011 maria
Não importa...
o quanto eu sorria,
não importa se ele
contagia ou não,
não importa
se eu estou em harmonia.
O meu coração de cristal
se quebrará por dentro,
como uma gota de orvalho
ressequida pelo tempo.
Existo para admirar a vida
a vida que dedico aos outros
na minha forma de saber amar.
quando eu partir
quero deixar lembranças
do meu sorriso,
porque saber chorar
também é uma arte,
e as lágrimas,
são pedaços de vidro
quebrados do espelho da alma,
e o sorriso o arco íris
quando ela irradia a sua luz interior.
(23-04-2011)
o quanto eu sorria,
não importa se ele
contagia ou não,
não importa
se eu estou em harmonia.
O meu coração de cristal
se quebrará por dentro,
como uma gota de orvalho
ressequida pelo tempo.
Existo para admirar a vida
a vida que dedico aos outros
na minha forma de saber amar.
quando eu partir
quero deixar lembranças
do meu sorriso,
porque saber chorar
também é uma arte,
e as lágrimas,
são pedaços de vidro
quebrados do espelho da alma,
e o sorriso o arco íris
quando ela irradia a sua luz interior.
(23-04-2011)
27-04-2011 maria
Se cada dia cai
Se cada dia cai
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda (Últimos Poemas)
Se cada dia cai
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda (Últimos Poemas)
26-04-2011 Maria
Nós da Alma
Alguém que me desfaça os nós da alma
para que possa folhear-me serenamente.
Quero subir as escadas da vida
e limpar a ferrugem do meu coração.
Perdi-me na vontade de partir
em caminhos movediços,
em estradas sem retornos.
E como o vento que passa e desaparece
vou observando a vida, incompleta,
indefinida, e por momentos
esqueço quem sou.
Quando me revejo na memória esquecida
de tempos distantes, a névoa de mim mesma
me envolve e me abraça
fazendo mergulhar a minha alma nua,
e assim vejo luzes de mil cores
refletidas na tela branca em que me tornei...
(25-04-2011)
Alguém que me desfaça os nós da alma
para que possa folhear-me serenamente.
Quero subir as escadas da vida
e limpar a ferrugem do meu coração.
Perdi-me na vontade de partir
em caminhos movediços,
em estradas sem retornos.
E como o vento que passa e desaparece
vou observando a vida, incompleta,
indefinida, e por momentos
esqueço quem sou.
Quando me revejo na memória esquecida
de tempos distantes, a névoa de mim mesma
me envolve e me abraça
fazendo mergulhar a minha alma nua,
e assim vejo luzes de mil cores
refletidas na tela branca em que me tornei...
(25-04-2011)
24-04-2011 Maria
Ás vezes....
De quando em quando
perco-me na procura
da raiz de orvalho
e se me desencontro de mim
é porque de tempos a tempos
me torno em todas as coisas
como se todas elas
fossem o eco da alma
transformadas pelas minhas mãos,
pelos meus gestos,
como se todas as coisas
me olhassem como olham as crianças.
E assim me debruço
na janela do poema
escondida na minha própria sombra
e permito-me ouvir
o silêncio do respirar
das coisas e das palavras que invento
porque tudo se desperta
na secreta voz da criança que já fui.
(23-04-2011)
De quando em quando
perco-me na procura
da raiz de orvalho
e se me desencontro de mim
é porque de tempos a tempos
me torno em todas as coisas
como se todas elas
fossem o eco da alma
transformadas pelas minhas mãos,
pelos meus gestos,
como se todas as coisas
me olhassem como olham as crianças.
E assim me debruço
na janela do poema
escondida na minha própria sombra
e permito-me ouvir
o silêncio do respirar
das coisas e das palavras que invento
porque tudo se desperta
na secreta voz da criança que já fui.
(23-04-2011)
22-04-2011 Maria
Duas partes de mim..
Tenho momentos
em que me divido
em duas partes.
Numa sou poeta
e noutra mulher.
Cada parte se parte
e se reparte sem fim.
Numa os poemas soltam-se
como ecos de mim
em que as palavras fluem
em turbilhões de emoções
é aí que a parte de mim.... Mulher
se encontra e se torna ser
esculpida pelas palavras
que de mim brotam.
É nessa união das partes
que me torno única,
inteira e plena de mim...
Tenho momentos
em que me divido
em duas partes.
Numa sou poeta
e noutra mulher.
Cada parte se parte
e se reparte sem fim.
Numa os poemas soltam-se
como ecos de mim
em que as palavras fluem
em turbilhões de emoções
é aí que a parte de mim.... Mulher
se encontra e se torna ser
esculpida pelas palavras
que de mim brotam.
É nessa união das partes
que me torno única,
inteira e plena de mim...
19-04-2011 Maria
Pergunta-me...
Pergunta-me...
Se o meu fogo ainda arde
ou sou só apenas cinza
que se espalha no ar
com o vento que passa.
Pergunta-me...
Se sou ave livre
ou apenas uma ave
magoada, caída.
Pergunta-me...
Se o vento nada traz
nada arrasta
e quebra a quietude
da minha alma
feita em lago
de águas calmas e serenas.
Pergunta-me...
Se eu me voltarei a encontrar
na infinita dispersão do meu ser
reunindo pedaços do meu poema
numa folha rasgada
pelas minhas mãos descrentes.
Pergunta-me...
Tudo e nada
para que eu saiba
que ainda queres saber,
para que mesmo sem te responder
no meu silencio
saibas o que te quero dizer.
(18-04-2011)
Se o meu fogo ainda arde
ou sou só apenas cinza
que se espalha no ar
com o vento que passa.
Pergunta-me...
Se sou ave livre
ou apenas uma ave
magoada, caída.
Pergunta-me...
Se o vento nada traz
nada arrasta
e quebra a quietude
da minha alma
feita em lago
de águas calmas e serenas.
Pergunta-me...
Se eu me voltarei a encontrar
na infinita dispersão do meu ser
reunindo pedaços do meu poema
numa folha rasgada
pelas minhas mãos descrentes.
Pergunta-me...
Tudo e nada
para que eu saiba
que ainda queres saber,
para que mesmo sem te responder
no meu silencio
saibas o que te quero dizer.
(18-04-2011)
15-04-2011 Maria
Ecos da alma
Desfaz-se em lágrimas o coração
como uma poesia a ecoar no vento
que voa e se perde no esquecimento
num fio de dor, numa rajada fria,
lembrando o âmago do ser
minha vida perdida
em cada lágrima descolorida.
Os versos fluem e a estrofe esconde
palavras nunca ditas
que permanecem escondidas
escritas num lugar
que não se sabe onde.
Talvez se escondam no olhar
dissimuladas a contemplar a alma
pois meus olhos aparentam calma
e a alma se oculta na imensidão do mar
e faz o instante parecer tão perto.
Esse amor verdadeiro ou incerto
nos faz sonhar o impossível.
12-04-2011 Maria
Escuto as horas lentas que passam,
vida minha sedenta de qualquer verdade.
Vejo as auroras da manhã
rubras que se me vislumbram
de realidades sonhadas.
Se eu pudesse dissipar a bruma
que veriam os meus olhos?
Se eu soubesse desfazer a espuma
que o mar deixa na praia deserta..
onde estariam os meus sonhos?
Mas as bolinhas de sabão
dissipam-se num olhar,
e tão pouco a neblina
se dissipa num momento.
E tal como a bolinha de sabão
estou só..
E tal como a névoa da manhã
me dissipo..
E dissipado está o meu ser... em ti.
(11-04-2011)
vida minha sedenta de qualquer verdade.
Vejo as auroras da manhã
rubras que se me vislumbram
de realidades sonhadas.
Se eu pudesse dissipar a bruma
que veriam os meus olhos?
Se eu soubesse desfazer a espuma
que o mar deixa na praia deserta..
onde estariam os meus sonhos?
Mas as bolinhas de sabão
dissipam-se num olhar,
e tão pouco a neblina
se dissipa num momento.
E tal como a bolinha de sabão
estou só..
E tal como a névoa da manhã
me dissipo..
E dissipado está o meu ser... em ti.
(11-04-2011)
09-04-2011 Maria
"Fotografa-me a alma, eu deixo. É luminosa tem todos os sonhos do mundo. Fotografa-me a verdade, eu quero. Diz-me que o mundo é sempre um instante e que a beleza está nos olhos de quem a tem". Desconhecido
07-04-2011 maria
Deixem-me...
Deixem-me ser a brisa
que vem do mar.
Deixem-me voar
como uma gaivota.
Deixem-me sonhar
na minha alma.
Deixem-me ser eu.
Deixem que o meu silêncio
ecoe no ar.
Deixem que me perca
por uma só vez.
Deixem a tempestade vir
para que eu a sinta de vez.
Mas...Deixem...
Desligar-me do mundo.
Desligar-me da gente.
Desligar-me do que é terreno.
Desligar-me de mim.
Desligar a chuva e o vento.
Desligar a matéria de mim.
Desligar o medo da sombra.
Desligar tudo, por fim.
(23-03-2011)
Deixem-me ser a brisa
que vem do mar.
Deixem-me voar
como uma gaivota.
Deixem-me sonhar
na minha alma.
Deixem-me ser eu.
Deixem que o meu silêncio
ecoe no ar.
Deixem que me perca
por uma só vez.
Deixem a tempestade vir
para que eu a sinta de vez.
Mas...Deixem...
Desligar-me do mundo.
Desligar-me da gente.
Desligar-me do que é terreno.
Desligar-me de mim.
Desligar a chuva e o vento.
Desligar a matéria de mim.
Desligar o medo da sombra.
Desligar tudo, por fim.
(23-03-2011)
04-04-2011 maria
Ás vezes..
penso que escrever poemas
é assim como quem colhe flores,
ou semeia árvores,
ou ouve o cantos dos pássaros.
É assim como quem ouve uma sinfonia de Mozart,
ou quem tira coelhos da cartola.
Ás vezes escrevo poemas
destes que falam da alma
que se soltam dela,
assim como quando os pássaros me acordam
como se acorda de um sonho..
(4-4-2011)
penso que escrever poemas
é assim como quem colhe flores,
ou semeia árvores,
ou ouve o cantos dos pássaros.
É assim como quem ouve uma sinfonia de Mozart,
ou quem tira coelhos da cartola.
Ás vezes escrevo poemas
destes que falam da alma
que se soltam dela,
assim como quando os pássaros me acordam
como se acorda de um sonho..
(4-4-2011)
01-04-2011 Maria
Vou contar-te uma coisa
confidências talvez...
Aprendi que os sonhos
se escrevem em versos,
e que se colam ao corpo
e me fascinam com ardor.
Há um espaço meu dentro de cada palavra,
dentro de cada poema.
Um espaço verde de campos sem fim...
Um espaço azul onde o mar se estende
e o céu lhe toca no horizonte.
Existe um lugar de silencio,
procurando certezas,
entre as dúvidas.
Aprendi a voar em linhas,
escritas por canetas azuis
e a decifrar enganos.
Descobri as coordenadas dos meus sonhos,
e o tempo que por vezes volta
á minha memória em sinfonias de palavras
e no fascínio ardente da poesia.
(29-3-2011)
confidências talvez...
Aprendi que os sonhos
se escrevem em versos,
e que se colam ao corpo
e me fascinam com ardor.
Há um espaço meu dentro de cada palavra,
dentro de cada poema.
Um espaço verde de campos sem fim...
Um espaço azul onde o mar se estende
e o céu lhe toca no horizonte.
Existe um lugar de silencio,
procurando certezas,
entre as dúvidas.
Aprendi a voar em linhas,
escritas por canetas azuis
e a decifrar enganos.
Descobri as coordenadas dos meus sonhos,
e o tempo que por vezes volta
á minha memória em sinfonias de palavras
e no fascínio ardente da poesia.
(29-3-2011)
29-03-2011 Maria
Os meus olhos choram,
sem ninguém ver.
Ando despida de corpo sob a lua,
sou só alma.
Os passos são silenciosos,
e os gritos interiores
ecoam sem se ouvirem.
As gotas de chuva não me molham,
nem os ventos me derrubam,
pois o que neste mundo tocará o nada
e o que quebraria o vazio?
Deito-me na relva coberta de orvalho
e namoro a rosa
que desabrocha ao lúgubre soar
do terno canto do rouxinol.
Imagino estar no paraíso,
onde se enchem os meus sonhos de estrelas.
(28-03-2011)
sem ninguém ver.
Ando despida de corpo sob a lua,
sou só alma.
Os passos são silenciosos,
e os gritos interiores
ecoam sem se ouvirem.
As gotas de chuva não me molham,
nem os ventos me derrubam,
pois o que neste mundo tocará o nada
e o que quebraria o vazio?
Deito-me na relva coberta de orvalho
e namoro a rosa
que desabrocha ao lúgubre soar
do terno canto do rouxinol.
Imagino estar no paraíso,
onde se enchem os meus sonhos de estrelas.
(28-03-2011)
27-03-2011 Maria
Imensidão de mim
Quantas estrelas cabem no céu?
Quantas gotas de chuva fazem o mar?
Quantos grãos de areia recebem o sabor das ondas? Quantas flores se espalham pelos campos?
De quanto sentimento se faz o coração?
É nesta imensidão que me descubro.
Muito é pouco quando penso no tempo
que perdi em coisas não essenciais.
Varri da alma descrença no amanhã,
e reabri-me á vida.
Deixei florescer o que em mim existe,
e olhei em volta para toda a imensidão que me rodeia,
e descobri a ... imensidão do que sou...
(25-03-2011)
Quantas gotas de chuva fazem o mar?
Quantos grãos de areia recebem o sabor das ondas? Quantas flores se espalham pelos campos?
De quanto sentimento se faz o coração?
É nesta imensidão que me descubro.
Muito é pouco quando penso no tempo
que perdi em coisas não essenciais.
Varri da alma descrença no amanhã,
e reabri-me á vida.
Deixei florescer o que em mim existe,
e olhei em volta para toda a imensidão que me rodeia,
e descobri a ... imensidão do que sou...
(25-03-2011)
26-03-2011 Maria
Desejos vãos
Eu queria ser o Mar de altivo porte
que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser Pedra que não pensa,
a pedra do caminho, rude e forte.
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
o bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a Árvore tosca e densa,
que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem aos céus, os braços como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia
tem lágrimas de sangue e agonia!
e as Pedras... essas...pisa-as toda a gente!
sonetos Florbela Espanca
Eu queria ser o Mar de altivo porte
que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser Pedra que não pensa,
a pedra do caminho, rude e forte.
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
o bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a Árvore tosca e densa,
que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem aos céus, os braços como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia
tem lágrimas de sangue e agonia!
e as Pedras... essas...pisa-as toda a gente!
sonetos Florbela Espanca
26-03-2011 Maria
Na escada do tempo.
Deslumbro-me com o mundo
que ainda me espanta.
Esqueço o desprezo e a dor.
Largo no tempo a mágoa e o desamor.
Desato em calma o nó da minha garganta
lançando-me ao novo,
numa descoberta de mistérios escondidos.
Subo as escadas do tempo,
abraçando a vida que se abre á minha frente
e na mesma escada que subo,
na mesma escada irei descer no dia
em que padecer...
(23-02-2011)
Deslumbro-me com o mundo
que ainda me espanta.
Esqueço o desprezo e a dor.
Largo no tempo a mágoa e o desamor.
Desato em calma o nó da minha garganta
lançando-me ao novo,
numa descoberta de mistérios escondidos.
Subo as escadas do tempo,
abraçando a vida que se abre á minha frente
e na mesma escada que subo,
na mesma escada irei descer no dia
em que padecer...
(23-02-2011)
25-03-2011 Maria
Na areia molhada
deixo as minhas pegadas
iluminadas pelo reflexo
dourado do sol,
numa longa caminhada
rumo ao destino... á vida.
As marcas na alma
foram tantas,
que as ondas serenas
do mar as levaram,
apagando-as nos grãos do tempo.
A praia deserta
no litoral imenso onde o mar calmo
não apagará mais as minhas marcas
que se estenderão na praia,
em pegadas que vão desaparecendo
com o vai e vem das marés.
Marcas do tempo e da alma
que ainda me restam.
(24-03-2011)
deixo as minhas pegadas
iluminadas pelo reflexo
dourado do sol,
numa longa caminhada
rumo ao destino... á vida.
As marcas na alma
foram tantas,
que as ondas serenas
do mar as levaram,
apagando-as nos grãos do tempo.
A praia deserta
no litoral imenso onde o mar calmo
não apagará mais as minhas marcas
que se estenderão na praia,
em pegadas que vão desaparecendo
com o vai e vem das marés.
Marcas do tempo e da alma
que ainda me restam.
(24-03-2011)
22-03-2011 maria
Parto
Vou-me embora,
o meu corpo fica.
Mas eu vou-me embora
não posso ficar mais tempo
neste tempo do nada.
Os passos são sempre os mesmos,
os caminhos são sempre os mesmos,
as palavras são sempre as mesmas,
batidas nos meus ouvidos
sempre as mesmas.
Olho e já não vejo,
já não ando, já não oiço,
nada.
Não posso mais..
Tenho que partir.
Grita-me uma voz ao longe
Vem!!
E eu vou
Passa uma ave no céu
negro da noite e murmura
Vem!!
E eu vou
sem saber para onde.
Apenas me deixo levar
no silêncio do meu pensamento
para longe, longe onde
ninguém me pode encontrar.
(5-2-1991)
Vou-me embora,
o meu corpo fica.
Mas eu vou-me embora
não posso ficar mais tempo
neste tempo do nada.
Os passos são sempre os mesmos,
os caminhos são sempre os mesmos,
as palavras são sempre as mesmas,
batidas nos meus ouvidos
sempre as mesmas.
Olho e já não vejo,
já não ando, já não oiço,
nada.
Não posso mais..
Tenho que partir.
Grita-me uma voz ao longe
Vem!!
E eu vou
Passa uma ave no céu
negro da noite e murmura
Vem!!
E eu vou
sem saber para onde.
Apenas me deixo levar
no silêncio do meu pensamento
para longe, longe onde
ninguém me pode encontrar.
(5-2-1991)
21-03-2011 maria
contigo..
aprendi a saber
o que é uma unidade,
a ouvir o teu silêncio,
as tuas palavras não ditas.
Aprendi a saber de mim
através do que sei de ti.
contigo...
aprendi a entender
o teu silêncio,
pelo que tu entendeste
do meu silêncio
porque sei o que sentimos.
contigo...
aprendi a força
que nos comanda,
o mistério que nos une,
a energia que sentimos,
a sintonia que nos liga.
contigo...
aprendi o valor
de sermos dois
e apenas um,
de estarmos juntos,
mesmo separados,
de quem sabe o que quer
e sente.
Aprendi que tenho muito
que aprender contigo e...
Aprendi a descobrir o quanto isso
é maravilhoso.
(21-03.2011)
aprendi a saber
o que é uma unidade,
a ouvir o teu silêncio,
as tuas palavras não ditas.
Aprendi a saber de mim
através do que sei de ti.
contigo...
aprendi a entender
o teu silêncio,
pelo que tu entendeste
do meu silêncio
porque sei o que sentimos.
contigo...
aprendi a força
que nos comanda,
o mistério que nos une,
a energia que sentimos,
a sintonia que nos liga.
contigo...
aprendi o valor
de sermos dois
e apenas um,
de estarmos juntos,
mesmo separados,
de quem sabe o que quer
e sente.
Aprendi que tenho muito
que aprender contigo e...
Aprendi a descobrir o quanto isso
é maravilhoso.
(21-03.2011)
20-03-2011 Maria
Tempo meu..
Mergulho em mim
e encontro o que sou..
um mar imenso
onde o tempo
e o espaço se fundem,
sem saber para onde vou
sem saber onde chegar
mar de mim mesma.
Ir e vir
ondas do meu mar
onde flutuo e mergulho
sem saber onde estar
sem tempo nenhum
sem qualquer lugar
melhor partir que ficar
na solidão do não ser
na mansidão de saber
que existe uma razão escondida
que justifique este viver.
(19-03-2011)
e encontro o que sou..
um mar imenso
onde o tempo
e o espaço se fundem,
sem saber para onde vou
sem saber onde chegar
mar de mim mesma.
Ir e vir
ondas do meu mar
onde flutuo e mergulho
sem saber onde estar
sem tempo nenhum
sem qualquer lugar
melhor partir que ficar
na solidão do não ser
na mansidão de saber
que existe uma razão escondida
que justifique este viver.
(19-03-2011)
19-03-2011 maria
simplicidade...
Dificil falar de coisas simples
Fácil é sentir as coisas simples.
Simples é o meu ser...
porque simplesmente sou....
como uma gota de orvalho
que brilha aos primeiros raios
de sol da manhã.
como um botão de flor
que se abre sentindo o calor do dia.
como o riso de uma criança
correndo atrás de uma bola.
como um voo de gaivota
planando suavemente
aproveitando a brisa vinda do mar.
como a espuma das ondas
que desaparece na areia
da praia que a acolhe.
como...um simples olhar.
(19-03-2011)
Fácil é sentir as coisas simples.
Simples é o meu ser...
porque simplesmente sou....
como uma gota de orvalho
que brilha aos primeiros raios
de sol da manhã.
como um botão de flor
que se abre sentindo o calor do dia.
como o riso de uma criança
correndo atrás de uma bola.
como um voo de gaivota
planando suavemente
aproveitando a brisa vinda do mar.
como a espuma das ondas
que desaparece na areia
da praia que a acolhe.
como...um simples olhar.
(19-03-2011)
17-03-2011 maria
Minha alma...meu destino
Vem...
conversamos através da alma.
Abri a minha alma
como se abrisse as portas do meu ser.
Revelamos os segredos através do olhar,
entendemo-nos pelos pensamentos sem linguas nem lábios. Converso contigo mesmo no silêncio absoluto.
E á distância percebo os teus anseios,
faço do teu nada a razão da minha vida.
Vem..
conversamos assim...
Caminho contigo todas as noites,
mergulho no teu abrigo,
silenciosa e imaginariamente
e seguro as tuas mãos enquanto descansas. ...
e quando de mim nada restar,
fixo o olhar na terra que me abriga
e no horizonte que me deslumbra...
Só a minha alma conhece o meu destino..
(17 de março 2011)
Vem...
conversamos através da alma.
Abri a minha alma
como se abrisse as portas do meu ser.
Revelamos os segredos através do olhar,
entendemo-nos pelos pensamentos sem linguas nem lábios. Converso contigo mesmo no silêncio absoluto.
E á distância percebo os teus anseios,
faço do teu nada a razão da minha vida.
Vem..
conversamos assim...
Caminho contigo todas as noites,
mergulho no teu abrigo,
silenciosa e imaginariamente
e seguro as tuas mãos enquanto descansas. ...
e quando de mim nada restar,
fixo o olhar na terra que me abriga
e no horizonte que me deslumbra...
Só a minha alma conhece o meu destino..
(17 de março 2011)
18-03-2011 maria
Se eu pudesse...
Se eu pudesse navegar
pela imensidão do mar.
Se eu pudesse...
voar pelos ares
rasgando o céu,
voaria até ti...
Se eu pudesse...
tocar-te nos meus sonhos
e abraçar as minhas lembranças
adormeceria na magia do momento.
Se eu pudesse...
voar com o vento
e correr contra o tempo
parar o instante
como se fosse possível
resgatar o momento
em que me perdi..
(março 2011)
pela imensidão do mar.
Se eu pudesse...
voar pelos ares
rasgando o céu,
voaria até ti...
Se eu pudesse...
tocar-te nos meus sonhos
e abraçar as minhas lembranças
adormeceria na magia do momento.
Se eu pudesse...
voar com o vento
e correr contra o tempo
parar o instante
como se fosse possível
resgatar o momento
em que me perdi..
(março 2011)
16-03-2011 maria
Nas asas do vento
Montei um cavalo branco
alado..
Nas asas do vento
me lancei
um dia...
Esse dia inesquecível
longe do mundo
longe de mim.
Anoitecia lentamente
galopei, galopei..
até onde nascem as estrelas.
Montei um cavalo branco,
e perdi-me no tempo.
Só...
(16-03-2011)
alado..
Nas asas do vento
me lancei
um dia...
Esse dia inesquecível
longe do mundo
longe de mim.
Anoitecia lentamente
galopei, galopei..
até onde nascem as estrelas.
Montei um cavalo branco,
e perdi-me no tempo.
Só...
(16-03-2011)
15-03-2011 maria
De cabeça entre as mãos medito no silencio de um templo perdido não sei onde. Ah!!! quanta confusão quantos sentimentos quanta amargura. De cabeça entre as mãos fecho os olhos e vejo.. o fundo do meu ser sem entender o porquê de tudo acontecer. De cabeça entre as mãos fito a penumbra que há em mim tentando ver uma luz que me iluminasse que me envolvesse que eu entendesse toda esta confusão que em mim existe (escrito em 15-03-2011)
14-03-2011 maria
duvidas...
Duvidas, apenas duvidas
quereres intensos e
desejos permanentes,
que vêm de dentro
que vêm do ser.
Sensações de perda e,
de encontrar algo diferente
algo sublime, algo...
que mude o que parece
imutável, inquebrável..
Quebrer sem dor
nem perdão, amarras.
Sentir que existe um mundo
para descobrir,
mergulhar nele como se..
mergulha ao fundo da alma.
Duvidas que permanecerão,
que continuarão dentro de mim,
mas duvidas que nos fazem partir
rumo á descoberta de mim mesma
daquilo que procuro, mas tenho medo
de encontrar.
Olhar vago, vazio
busca dentro o que não encontra
em seu redor.
A serenidade de ser, de estar e receber
o outro para o poder.... amar.
(14-03-2011)
quereres intensos e
desejos permanentes,
que vêm de dentro
que vêm do ser.
Sensações de perda e,
de encontrar algo diferente
algo sublime, algo...
que mude o que parece
imutável, inquebrável..
Quebrer sem dor
nem perdão, amarras.
Sentir que existe um mundo
para descobrir,
mergulhar nele como se..
mergulha ao fundo da alma.
Duvidas que permanecerão,
que continuarão dentro de mim,
mas duvidas que nos fazem partir
rumo á descoberta de mim mesma
daquilo que procuro, mas tenho medo
de encontrar.
Olhar vago, vazio
busca dentro o que não encontra
em seu redor.
A serenidade de ser, de estar e receber
o outro para o poder.... amar.
(14-03-2011)
13-03-2011 maria
cisne negro
Ali estava ele
abrindo as asas
na sua altivez serena
como que abraçando
o sol quente da tarde.
O seu delize suave
sobre as águas do lago
parecia um bailado
dançado só para si
num solo mágico , qual
lago dos cisnes.
Aquele cisne negro
único, sereno, solitário...
Sou eu..
(13-03-2011)
abrindo as asas
na sua altivez serena
como que abraçando
o sol quente da tarde.
O seu delize suave
sobre as águas do lago
parecia um bailado
dançado só para si
num solo mágico , qual
lago dos cisnes.
Aquele cisne negro
único, sereno, solitário...
Sou eu..
(13-03-2011)
19 comentários:
é no silencio das palavras que se escrevem as maiores mensagens
"são partes da sua bela alma,em cada foto palavras sentidas e profundas" Dead_Feeling
Sobre a "Tela" (de 07/03/2011):
Autêntica aguarela viva... imagem multicolor. Impressionante o modo como a própria autora do poema a interpreta: brio, emoção, sentimento, retrato, canto enternecedor.
Se as maravilhosas fotos entronizam enfaticamente cada um dos poemas, estes apresentam um condão: encantam, melodiosamente, pela elevação do pensamento e pela beleza da expressão.
Parabéns pelo blogue.
"De facto existe uma harmonia entre o que é escrito e o que é registado fotograficamente. Talvez seja essa harmonia a ponte que irrompe o silêncio de uma imagem através do sussurro das extremidades capilares de quem sente. Contudo, falta alguma luz...teria mais equilíbrio." Hielo
"...tentando ver uma luz que me iluminasse
que me envolvesse que eu entendesse
toda esta confusão que em mim existe"
_______
Adorei o seu poema (sem título) de 15 de Março de 2011. No que descreve... aparente é a CONFUSÃO. Para quem resiste estoicamente, toda a INTERPELAÇÃO se identifica com a mais suave PEREGRINAÇÃO.
De uma forma sussinta direi que estamos na presença de um ser sencível, atento e com gosto pela partilha. Obrigado
Se cada dia cai...
Eis uma lição de Vida e de Coragem...
Metaforicamente o poeta incita-nos a caminhar na esperança, aconselhando-nos a buscar, mesmo na "noite mais escura" um sinal de luz e de Vida...
Jardineiro
(parabéns por este blogue magnifico. Não o deixe morrer. Alimente-o... semeando pensamentos.)
Jardim dos Aromas...
Este poema é de uma simplicidade enternecedora.
Porque me parece inspirado num jardim perfumado - Jardim dos Aromas - e também de cores variegadas... Que só em si é um poema belo pela sua simplicidade aparente, mas encerrando no seu âmago uma imensa complexidade. Tal como a alma humana também nas flores há mistérios, sentimentos e cumplicidades. Há amor... há vida e há morte.
Pudera o ser humano congregar em si toda a beleza e magia de uma flor...
Como diz a autora do poema... Quem dera ser uma flor...
Jardineiro
Ser Mãe...
Ser Mãe é um acto de coragem... É uma mensagem de Amor transmitida pela Mulher-Mãe para a eternidade...
Uma criança, um filho, é a opinião de Deus de que o mundo deve continuar e a Vida vale a pena ser vivida.
Jardineiro
Jardins de Alma...
Um dia li, algures, esta frase: "Podes sempre plantar um maravilhoso jardim de flores silvestres no teu coração".
Apetece-me dizer à poetisa que deu à estampa este poema: "Não precisa plantar nem mais uma singela flor dentro do seu coração. O seu coração é um maravilhoso jardim de flores silvestres... tomilhos, nardos, alecrins..."
Nele vagueiam duendes, elfos. pequenas fadas... e pensamentos... e sentimentos. E ainda bem...
Jardineiro
Ao ler a poesia encanto-me, mas percorrendo todo o blogue encontre clips de "muse" no minimo estranho esta contradição! Uma mistificação, pois nada tem a ver com o que o que se lê.
2 personalidades, qual delas a verdadeira??
Mar Bravio de Mim...
Certamente que não és um mar amorfo e indiferente.
Sente-se a permanente batalha que travas com pensamentos, memórias, tristezas e esperanças... Ora te desfazes em espuma branda, ora te reergues altaneira... para logo à frente te desiludires em mil átomos de gotículas feitas lágrimas sentidas mas não choradas. Um mosaico de vida, amor e desamor. Essa és tu!
Jardineiro
Acaso
A nossa vida, o nosso percurso e caminhada talvez faça parte de um programa pré-estabelecido por uma entidade abstracta, por "alguém" que está acima de de nós. Não vou entrar por aí. Deixo essas considerações, essas análises metafísicas, aos "sábios"...
No entanto, acredito, que nada na nossa vida acontece por acaso. Por vezes, estranhamente, quando dois seres diferentes na sua essência, se encontram pela primeira vez, têm a sensação de estarem, exactamente, à espera um do outro!
E nada mais mais volta a ser como dantes. A partilha, a magia do silencio cumplice, um certo feitiço no ar...
Um...."dorme bem..." na hora da partida. As palavras não ditas mas sentidas, em sentires sentidos de ternura e carinho.Um sussurro ao ouvido: Até já! Um beijo soprado...
Jardineiro
Meu amanhecer...
Afinal a Vida vale a pena... apetece-me dizer.
A alma deste poema, é trespassada por uma chama de vida de cariz etéreo... A autora parece flutuar num limbo, misto de alegria, de ternura e carinho. Nele se vislumbra um ser que em cada linha redescobre a paz e ao mesmo tempo a agitação que lhe povoa o coração... em serenos sobressaltos.
Jardineiro
Contemplo o mar...
O mar sempre transmite, uma sensação de força serena. Por vezes faz-me lembrar aquelas pessoas raras e especiais, que em silencio nos escutam, mas que nos transmitem pelo magnetismo latente uma mensagem constante e forte que não se traduz em palavras...
O mar é um confidente silencioso e atento. Mas ao mesmo tempo um interpelador... que causa perturbação e inquietação...
Quem sou eu?
Eis as questões que cada um de nós nós lança a cada momento da nossa breve passagem.
Quem sou? O que faço aqui? O que fiz da minha vida?
Sou alma...
Eis o emocional a sobrepor-se ao racional.
Todos nós somos e temos algo desconhecido em nós. Nunca os outros - nem nós - nos conheceremos inteiramente. Porque somos seres em permanente construção e desconstrução...
A criança que fomos e a réstia de criança que sempre existirá em nós. Real ou imaginária?
Somos aquilo que escrevemos, sentimos, amamos.
Enfim..
Somos aquilo que somos!
jardineiro
Quero as minhas asas
A verdade é que nós somos algo de imenso na nossa pequenez.
Quero com isto dizer que o tamanho físico não pode equivaler ao tamanho espiritual.
O passado lá está, qual sentinela acusatória, ou, quem sabe? para nos afagar com memórias suaves...
Entre o passado e o futuro está algo a que se decidiu chamar de "presente". Mas será que "presente" existe mesmo? Ou chamamos de "presente" este breve... breve instante da loucura?
Mas o tempo urge e é breve e fagueiro. Qual tolo louco, pretendemos segurar toda a areia da praia numa só mão...
jardineiro
Viver serenamente...
Mas o amor é isso mesmo. É dúvida e é certeza. É tristeza e é alegria. Um misto de contradições e sentimentos antagónicos. Amor não se define. Sente-se...
Amar é isso... é sentir que algo de irreal afecta a vida e nos transborda...
É ver o mundo com olhos diferentes. É sentir a ânsia desmedida de amar em todos, cada um...
Enviar um comentário